Pular para o conteúdo principal

Apresentação

  Olá, FisioIntelectuais! Aqui você encontra conteúdos de atualização, aprimoramento de habilidades, interação entre profissionais e domínio entre teoria e prática na área de Fisioterapia Intensiva 🐵

Drenagem autógena


É uma técnica descrita por Chevalier classificada como um método de remoção de secreção de forma ativa, de fluxo lento, realizada de forma independente pelo paciente, e dividida em 3 fases: 

  • Deslocamento: o paciente se posiciona em sedestação com a mão em concha apoiada no tórax, realizando ciclos ventilatórios com baixo volume corrente, iniciando no volume de reserva expiratório com o objetivo de mobilizar secreções das vias respiratórias mais distais;
  • Coleta: o paciente inicia respirações com médios volumes pulmonares, onde a secreção é coletada para as vias respiratórias de médio calibre;
  • Eliminação: os ciclos ventilatórios se tornam intensos e máximos volumes pulmonares são inspirados e expirados e, ao final, é realizada uma tosse ou huffing para eliminar as secreções das vias respiratórias centrais.

Vantagens e desvantagens

Tendo em vista que é uma técnica independente, doentes crônicos devem ser reorientados periodicamente para garantir a realização correta do procedimento. O fisioterapeuta deve sanar quaisquer dúvidas a respeito do método para que ele seja realizado de forma efetiva pelo paciente em seu domicílio. 

Uma única sessão de drenagem autógena pode durar 40 minutos e são necessárias mais de uma sessão em conjunto com o fisioterapeuta para que o paciente tenha domínio da metodologia a ser aplicada. 

É uma técnica muito empregada em indivíduos com fibrose cística, tendo os mesmos efeitos que técnicas passivas como drenagem postural associada à percussão, desde que realizada de maneira correta.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

TRALI - Lesão Pulmonar Aguda Associada à Transfusão

 Você já ouvir falar de TRALI ou já atendeu algum paciente com essa lesão? Leia este artigo e saiba mais sobre essa condição relativamente rara, mas com alto índice de mortalidade. A lesão pulmonar associada à transfusão, ou do inglês TRALI , foi relatada pela primeira vez em 1985. Ela consiste numa séria complicação associada à transfusão de sangue total, plasma fresco congelado, concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas e granulócitos coletados por aférese.  A TRALI é caracterizada por insuficiência respiratória aguda, edema pulmonar bilateral e hipoxemia severa, não estando associada a nenhum evento cardíaco, e ocorre durante a transfusão ou dentro de 6h após o seu término.  É considerada rara, pois ocorre na razão de 1 em 5 mil unidades transfundidas e de 1 em 625 pacientes transfundidos. Entretanto, é a maior causa de morbidade e mortalidade associada a transfusão.  A exata fisiopatologia não é totalmente conhecida, mas a teoria tradicional sugere que...

Capnografia na RCP

Recomendação atual durante todo o processo de RCP (ressuscitação cardiopulmonar) em pacientes intubados, tem como objetivo avaliar o correto posicionamento do tubo, a qualidade da RCP e detectar o retorno da circulação espontânea, por avaliação contínua do dióxido de carbono ao final da expiração. Valores mais baixos de gás carbônico no final da expiração (EtCO2) (< 10 mmHg) são correlacionados a compressões torácicas ineficazes, baixo débito cardíaco ou nova PCR (parada cardiorrespiratória). Valores > 40 mmHg estão associados ao retorno da circulação espontânea e variabilidade espontânea na pressão arterial. Baixos valores após 20 minutos de PCR indicam baixa probabilidade de retorno da circulação espontânea. 

Você já usou o ventilômetro?

É um aparelho portátil que mede volumes e capacidades pulmonares. Os principais parâmetros que podem ser mensurados são: Volume corrente: quantidade de ar que entra e sai do sistema respiratório em respiração normal e tranquila. Valores inferiores a 5 mL/kg estão associados a piora da troca gasosa e a hipoventilação alveolar. Volume minuto: produto do volume corrente pela frequência respiratória. Sua faixa de normalidade está entre 6-8 L/min, e valores acima de 10 L/min são indicativos de aumento na demanda ventilatória. Índice de respiração rápida e superficial (IRRS): é calculado pela relação FR/VC em litros. Valores acima de 105 indicam alta probabilidade de insucesso no desmame de VM. Capacidade vital: volume máximo que um indivíduo consegue mobilizar. Valores acima de 45 mL/kg são considerados dentro da faixa de normalidade; abaixo de 15 mL/kg indicam prejuízo na troca gasosa e necessidade de algum tipo de suporte ventilatório.